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Titulo Jurgen, A Comédia da Justiça
Autores James Branch Cabell, Ray Frederick Coyle (Ilustrador), Frank C. Papé (Ilustrador), Virgílio Tenreiro Viseu (Tradutor), António Hawthorne Barrento (Tradutor)
Género
Romance
Proposto por
Hugo Xavier
Editor
Hugo Xavier
Formato
15,5x23,5 cm
N.º Páginas
408
Data
Outubro de 2016
Notas
O grande livro de culto da literatura norte-americana que suscitou comparações com nomes como Dante, Sterne, Rabelais, Voltaire ou Swift.
Jurgen é um cavaleiro que parte em busca do "amor cortês", o amor idílico. As suas aventurtas por reinos mágicos e misteriosos encontrando pelo caminho os mais excentricos personagens e acabando, muitas vezes, nos leitos de mil damas - da Rainha Guinevere à mulher do Diabo - são uma entrincada alegoria aos tempos modernos e à América mas podem, igualmente, ser lidas como um rormance de aventuras, uma fantasia, uma obra política ou um tour-de-force literário cheio de referências mais ou menos claras aos grandes clássicos da literatura universal e a obras menores mas de igual forma relevantes.

Jurgen foi alvo do primeiro e mediático processo de obscenidade que ocupou as primeiras páginas dos jornais norte americanos entre 1919 e 1922.

«O romance filosófico que inaugura e define uma nova era da literatura de língua inglesa.» Aleister Crowley

«Cabell atinge em Jurgen o estatudo que o eleva entre os grandes mestres da literatura inglesa moderna.» Vernon Louis Parrington

«Só há um verdadeiro e portentoso romance alegórico em toda a literatura americana: Jurgen.» Hugh Walpole

«A grande obra-prima deste século que ainda agora principía.» Basil davenport

«Cabell e o seu magnífico Jurgen foram esquecidos porque pertencem a uma linhagem extinta da literatura americana na qual se inscrevem Poe e Lovecraft: a dos escritores cujas referências são a literatura universal e uma cultura portentosa. [...] Daí que seja perfeitamente natural que os únicos que se lembram de cabell sejam os grandes nomes das literaturas ditas alternativas.» Harold Bloom

«Há um cansaço enorme na literatura americana, provavelmente porque ninguém conseguiu ultrapassar cabell.» Robert A. Heinlein

«Se há alguém capaz de elevar a literatura americana ao nível de inventividade dos melhores da literatura universal, falamos certamente de Cabell.» Sinclair Lewis (prémio Nobel de Literatura)

«O mais ácido de todos os anti-românticos: os personagens de cabell perseguem dragões do mesmo modo como os corretores da bolsa jogam golfe.» H. L. Menken

«Cabell vai ser esquecido pela literatura americana - que tanto lhe deve - precisamente porque nos tempos que vivemos o público exije um realismo na literatura que o autor despreza. Hitler e Cabell não habitam o mesmo universo.» Alfred Kazin
Cabell (1879-1958) é um dos segredos mais bem guardados da literatura norte-americana
Autor de "belles-lettres", escritor de culto, pai da fantasia épica em língua inglesa, foram apenas alguns dos epítetos que mereceu. Mais do que outra coisa, Cabell seguia a linha de vários escritores americanos que estavam mais próximos das literaturas europeias. Poe, Henry James e Melville são apernas alguns dos nomes que ocorrem.
Cabell tinha uma cultura literária e histórica incomparável sendo conhecedor dos grandes livros da literatura europeia mas também de muitos dos mais obscuros opúsculos.
Filho de uma família abastada do sul dos Estados Unidos, Cabell desde cedo mostrou a sua grande cultura e ainda a estudar dava já aulas de francês e grego em colégios privados.
Em 1907 viu as suas primeiras histórias publicadas em prestigiadas revistas e o seu nome suspeito de ser o assassino de um hipotético amante da sua mãe.
Esse episódio e as suspeitas que o afastaram do colégio onde leccionava terão contribuído para cunhar o seu universo fantástico. Cabell considerava a verosimilhança um pecado.
A ficção de Cabell usa o imaginário medieval da literatura europeia para tecer uma intrincada rede de significados e possibilidades de leitura: da analogia com a moderna sociedade americana à crítica social, da sátira moral e filosófica ao romance de aventuras, da pura poesia a um rendilhado de referências que fazem dele um dos primeiros "modernos" das letras norte-americanas; são apenas algumas das vias abertas ao leitor.
Autor de mais de 50 livros dos mais mais variados géneros, Cabell era admirado por Sinclair Lewis, Ellen Glasgow, Theodore Dreiser, Mencken e hoje é o ídolo de vários escritores de fantasia como Neil Gaiman (que chamou à sua obra-prima, Sandman, uma fantasia "jurgenesca". Cabell foi eleito membro da Academia Americana de Artes e Ciências em 1937.
Sem informação.
Nuno Fonseca
Nuno Franco
Esta edição conta com as ilustrações de Ray F. Coyle (da edição de 1922 após o processo em tribunal) e de Frank Papé nos anos 40.
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