• por Hugo Xavier
    Dez 30

    Melhores leituras de 2015 - escolhas de Hugo Xavier

    Listas

    De regresso à edição, as leituras ficaram mais condicionadas a livros "em estrangeiro". A lista que se segue, na tradição do que faço desde há uns anos, incluí obras que já tinha lido no original e que agora estão publicadas em português, algumas reedições e muito poucos "divertimentos". Como, de costume, também, abstenho-me de falar do que li publicado fora do país, por motivos profissionais.

    Última nota para reiterar que não há qualquer tipo de ordem nas escolhas que se seguem em termos de prioridade.

    - Oblomov, de Ivan Goncharov - Tinta-da-China (eu queria fazer este há anos, em 2013 falei com a Nina Guerra durante um colóquio sobre tradução de línguas eslavas, parabéns TdC, roo-me de inveja - li em inglês, não conheço a tradução)

    - Retrato do Artista quando Jovem Cão e Outras Histórias - Ficção Completa, de Dylan Thomas - Livros do Brasil (li no original, não conheço a tradução)

    - O meteorologista, de Olivier Rolin - Sextante

    - Freya das sete ilhas, de Joseph Conrad - Sistema Solar

    - Obras Escolhidas, vol. 1, de Hélia Correia - Relógio d'Água

    - Editor Contra: Fernando Ribeiro de Mello e a Afrodite, de Pedro Piedade Marques - Montag (uma pedrada no charco)

    - Em Movimento: Uma Vida, de Oliver Sacks - Relógio d'Água (só espero que o Oliver tenha uma arca como a do Pessoa)

    - Música para Água Ardente, de Charles Bukowski - Antígona li no original, não conheço a tradução)

    - Luz nos livros, de António Campos Leal - Tinta-da-China

    - Lila, de Marilynne Robinson - Presença (li no original, não conheço a tradução)

    - O Que Vemos Quando Lemos, de Peter Mendelsund - Elsinore (li no original, não conheço a tradução)

    - Uma Conspiração de Estúpidos, de John Kennedy Toole - Relógio d'Água (li no original, não conheço a tradução)

    - O Jantar, de Herman Koch - Alfaguara (li em espanhol, não conheço a tradução)

    - Mapa Desenhado Por Um Espião, de Guillermo Cabrera Infante - Quetzal finalmente Cabrera Infante de volta!)

    - A de açor, de Helen MacDonald - Lua de Papel (li no original, não conheço a tradução)

    - A Vida Amorosa de Nathaniel P., de Adelle Waldman - Teorema (li no original, não conheço a tradução)

    - Se isto é uma mulher, de Sarah Helm - Presença (li no original, não conheço a tradução)

    - Pippi Sobe a Bordo, de Astrid Lindgren - Relógio d'Água )li em inglês, não conheço a tradução, espero que seja do original)

    - Eu confesso, de Jaume Cabré - Tinta-da-China

    - Obra escrita 2, de João César Monteiro - Letra Livre

    - O Sol dos Mortos, de Ivan Chmeliov - Relógio d'Água

    - O Outro Lado do Paraíso, de Paul Theroux - Quetzal (li no original, não conheço a tradução)

    - Tudo o que Conta, de James Salter - Livros do Brasil (li no original, não conheço a tradução)

    - Telex de Cuba, de Rachel Kushner - Relógio d'Água (li no original, não conheço a tradução)

    - Esse Cabelo, de Djaimilia Pereira de Almeida - Teorema

    - Por fim, de Edward St Aubyn - Sextante (li no original, não conheço a tradução, o melhor livro da saga é "Leite materno" que apareceu no volume de 2014 "Alguma esperança e Leite materno")

    - O Cheirinho do Amor, de Reinaldo Moraes - Quetzal

    - Contos e novelas I, de Saul Bellow - Relógio d'Água (li no original, não conheço a tradução)

    - Esta Distante Proximidade, de Rebecca Solnit - Quetzal (li no original, não conheço a tradução)

    - Uma história da curiosidade, de Alberto Manguel - Tinta-da-China

    - Da natureza das coisas, de Lucrécio - Relógio d'Água (finalmente em português, não conheço a tradução)

    - Histórias das Terras e dos Lugares Lendários, de Umberto Eco - Gradiva (para rivalizar com o vizinho Manguel, de há uns anos para cá que Eco prometia este livro: as suas obras de ficção estão a tornar-se cada vez mais - não li a última - repositórios de fogo-de-artifício cultural "olhem como sou culto e sei tantas coisas que vós desconheceis", ao menos agora fá-lo-á com propriedade)

    Queria apenas concluir afirmando que 2015 viu uma panóplia de excelentes edições no mercado vindas de diversos quadrantes. Infelizmente, e em muitos casos, catálogos desarrumados, falta de identidade editorial, má comunicação, têm contribuído para que muitos autores e obras passem despercebidos. Publicaram-se bastantes escritores portugueses, talvez percentualmente mais do que nos últimos anos.

    Votos de um 2016 ainda melhor

  • por Hugo Xavier
    Ago 28

    A astronómica lista dos 100 melhores romances escritos em língua portuguesa

    Listas

    Recentemente Robert McCrum foi convidado pelo jornal The Guardian para elaborar a sua lista dos 100 melhores romances escritos em língua inglesa. Numa literatura tão rica e cujo universo geopolítico é tão abrangente como o da língua ingles, a lista gerou polémicas e grande discussão.

    E nós por cá?

    Quero deixar o desafio:

    Quais são os 100 romances da literatura de língua portuguesa na vossa opinião?


    A página do Facebook da E-primatur está aberta à colaboração de todos, seja para listas inteiras, seja para sugestões individuais. Ah e nada de batotas: são mesmo romances, nada de novelas ou contos. Esses ficam para outra lista.

    PARA VOTAR: https://epoll.me/vote/ACjN2kOfW1g/quais-os-100-melhores-romances-nao-sao-contos-novelas-ou-outros-escritos-em-lingua-portuguesa-acrescentem-opcoes-e-ou-votem?fb_ref=Default

    Recomendo que cada um faça a sua lista dos romances que ache representativos da língua portuguesa. Não sei se vão chegar aos 100, eu cheguei aos 85 com dificuldade.

    Depois vão ao sítio acima indicado e votem. Podem também acrescentar títulos que lá não se encontrem.

    Visitem regularmente a votação para verem os resultados pois alguém pode ter acrescentado um romance do qual se tenham esquecido.

    A minha lista (que, como todas as listas pessoais, está sujeita ao que li e ao que gosto):
    1. - Húmus, de Raul Brandão
    2. - A Noite e o Riso, de Nuno Bragança
    3. - Carlota Ângela, de Camilo Castelo Branco
    4. - A Queda dum Anjo, de Camilo Castelo Branco
    5. - Zero, de Ignácio de Loyola Brandão
    6. - A Hora da Estrela, de Clarice Lispector
    7. - Mau Tempo no Canal, de Vitorino Nemésio
    8. - O Conde de Abranhos, de Eça de Queirós
    9. - As Personagens, de Ana Teresa Pereira
    10. - O Movimento Pendular, de Alberto Mussa
    11. - Todos os nomes, de José Saramago
    12. - Macunaíma, de Mário de Andrade
    13. - Não Verás País Nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão
    14. - O Paraíso é Bem Bacana, de André Sant'Anna
    15. - As Naus, de António Lobo Antunes
    16. - Adoecer, de Hélia Correia
    17. - Se Eu Fechar Os Olhos Agora, de Edney Silvestre
    18. - Aparição, de Virgílio Ferreira
    19. - O Amor é Fodido, de Miguel Esteves Cardoso
    20. - Capitães de Areia, de Jorge Amado
    21. - Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano
    22. - O Eleito do Sol, de Arménio Vieira
    23. - A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro
    24. - O Memorial do Convento, de José Saramago
    25. - Sou Toda Sua Meu Guapo Cavaleiro, de Alexandre Pinheiro Torres
    26. - O Que Diz Molero, de Diniz Machado
    27. - Opisanie Świata, de Veronica Stigger
    28. - Sinais de Fogo, de Jorge de Sena
    29. - O Dia Cinzento, de Mário Dionísio
    30. - Memórias Laurentinas, de Agustina Bessa-Luís
    31. - A Sibila, de Agustina Bessa-Luís
    32. - A Sucessora, de Carolina Nabuco
    33. - Davam Grandes Passeios aos Domingos..., de José Régio
    34. - Bolor, de Augusto Abelaira
    35. - Nove Noites, de Bernardo Carvalho
    36. - O Bosque Harmonioso, de Augusto Abelaira
    37. - Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira
    38. - Voltar Atrás Para Quê?, de Irene Lisboa
    39. - Nova Sapho, de Visconde de Villa-Moura
    40. - Balada da Praia dos Cães, de José Cardoso Pires
    41. - Heliogabalus, de Luís Alves da Costa
    42. - A Chave de Casa, de Tatiana Salem Levy
    43. - O Barão de Lavos, de Abel Botelho
    44. - Cómicos, de Antero de Figueiredo
    45. - Memorial de Maria Moura, de Rachel de Queiroz
    46. - Novas do Achamento do Inferno, de Fernando José Rodrigues
    47. - Jogo da Cabra-Cega, de José Régio
    48. - A Casa Velha, de José Régio
    49. - Manual da Paixão Solitária, de Moacyr Scliar
    50. - Natureza Morta, de Paulo José Miranda
    51. - Uma Abelha na Chuva, de Carlos de Oliveira
    52. - Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
    53. - Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto
    54. - A Polaquinha, de Dalton Trevisan
    55. - Os Espiões, de Luiz Fernando Veríssimo
    56. - Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro
    57. - As Meninas, de Lygia Fagundes Telles
    58. - O Mez da Grippe, de Valencio Xavier (não sei se conta como romance)
    59. - A Chuva Imóvel, de Campos de Carvalho
    60. - A Viúva Simões, de Júlia Lopes de Almeida
    61. - Os Armários Vazios, de Maria Judite de Carvalho
    62. - Crónica de uma Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso
    63. - Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida
    64. - Sargento Getúlio, de João Ubaldo Ribeiro
    65. - Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios, de Marçal Aquino
    66. - O Drible, de Sérgio Rodrigues
    67. - A Casa Grande de Romarigães, de Aquilino Ribeiro
    68. - O Ateneu, de Raul Pompéia
    69. - O Dia em que Matei Meu Pai, de Mário Sabino
    70. - O Coronel e o Lobisomem, de José Cândido de Carvalho
    71. - Breviário das Más Inclinações, de José Riço Direitinho
    72. - Os ratos, de Dyonélio Machado
    73. - Senhora, de José de Alencar
    74. - A Paixão Segundo G. H., de Clarice Lispector
    75. - Mário, de Silva Gaio
    76. - Janika, O Livro da Noite e do Dia, de Vitório Kali
    77. - O Prato de Arroz Doce, de Teixeira de Vasconcelos
    78. - Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado
    79. - O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, de Germano de Almeida
    80.  - Mazagran, de J. Rentes de Carvalho
    81.  - Madrugada na Tua Alma, de Gabriel Magalhães
    82.  - Deixem passar o homem invisível, de Rui Cardoso Martins
    83.  - Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares
    84.  - Materna Doçura, de Possidónio Cachapa
    85.  - Angústia Para o Jantar, de Luís Sttau Monteiro [lembrado pelo Nuno Fonseca]
    86.  - Elói: ou Romance numa cabeça, de João Gaspar Simões

    O "Húmus" é o único que tem lugar cativo no topo da lista, a restante ordem deve-se à ordem pela qual os fui tirando das prateleiras.

    Quais são os vossos?

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